Entre nós, caro(s) leitor (es): Tivemos uma dinastia no poder no palácio dos bandeirantes. Em 1994, numa eleição memorável, Mário Covas saiu do 4º lugar para derrotar Paulo Maluf no segundo turno (época que Maluf ainda tinha voto).
Em 1998, outra eleição, vitória de Covas, que pasmem, se licenciou do cargo, demonstrando um pouco mais de bom senso que seus pares, ainda que, tenha declarado ser contra a reeleição.
Cova adoeceu em 2000, morreu em 2001. Deixou seu vice, que foi reeleito de 2002 e ficou no cargo até o período de desincompatibilização, em 2006, aliás, um pouco antes dos ataques do PCC.
Alias, dizem pessoas próximas ao ex-governador Cláudio Lembo (esse sim tem sobrancelha), atual Secretário Municipal de Negócios Jurídicos da Prefeitura, que o então candidato e sua tchurma, no ápice dos ataques, deixaram o pobre ex-secretário de Jânio, isolado e sozinho no palácio, para responder por um problema negligenciado pelo Estado.

Pavilhão dos governadores de São Paulo, hasteado no Palácio dos Bandeirantes quando presente o governador.
Mas, esse legado do Governo Covas, que quero voltar a discutir um dia, pode estar sendo superado por um bem estruturado Governo do Serra, que tem tudo para ser lembrado de forma positiva como os do Covas, evidentemente, guardando as devidas críticas, ainda que foram bons governos (Covas+Covas 2), acima da média que estamos acostumados.
Agora vemos um governo do estado de resultados e, para quem conhece um pouco máquina pública , aparentemente bem montado. A Prefeitura de SP e o resultado das eleições, são sim, resultados de uma campanha eleitoral que começou após a derrota de Serra em 2002 e vai até 2010, já que Serra teve que apear para o trator Geraldo em 2006 (que aliás, o tempo vai mostrar que foi o melhor que podia acontecer para Serra), mas são resultados de uma equipe competente e, se não perfeita, obviamente, também, acima da média.
O Governo do Estado também, a meu ver tem essas características. Covas era para mim um modelo de neo-político, aquele que sobreviveu a redemocratização, tinha um nome a zelar, e trazia métodos e processos novos e modernos ao governo (estruturados por Angarita). Serra é pós-político, uma evolução gerencial desse modelo, e tem todas as condições de ser prefeito de SP, governador e presidente, em seguida, mas deixar para o estado de SP um legado e uma nova dinastia.
E dom Geraldo? Um bolerão véio mesmo. Um Michel Temer que tenta rir ou um Campos Machado sem peruca?
Serra tem tudo para ser um líder a altura (falando em popularidade) de Lula. É um puta cara!
