Sobrancelhas Albinas

Dezembro 21, 2009

O mito Lula

Arquivado em: Cotidiano, Política e Governo — sobrancelhas @ 6:11 am
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Artigo do professor Marco Antonio Villa, na Folha de hoje (20.dez.2009), é uma boa reflexão sobre a construção da imagem de Lula ao longo dos anos.

O poder e a glória

MARCO ANTONIO VILLA

O CULTO ao presidente Lula chegou a tal ponto que não causará estranheza se alguma edição popular da Bíblia iniciar com: “No princípio, Lula criou…”. Inegavelmente, ele é, até este instante, o maior mito da nossa história.

Esse fenômeno nasceu nos anos 70, ainda durante o regime militar. Foi produzido por um conjunto de fatores. De um lado, pela ausência de novas lideranças sindicais, produto da supressão das liberdades pelo regime militar. Por outro, devido à repressão que atingiu o Partido Comunista Brasileiro, além das cisões do final da década de 60. O PCB acabou perdendo espaço no movimento operário. E a pequena influência que manteve foi por meio de alianças com os sindicalistas conhecidos como pelegos.

Foi nesse campo aberto que apareceu Luiz Inácio Lula da Silva, em 1977. Tinha sido eleito, dois anos antes, presidente do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

Após a divulgação por esta Folha do relatório do Banco Mundial, em que ficou demonstrado que o índice de inflação de 1973 tinha sido manipulado por Delfim Netto, então ministro da Fazenda, Lula iniciou uma campanha pela reposição salarial. Não obteve resultado, mas chamou a atenção da imprensa nacional.

O novo líder operário foi imediatamente adotado por alguns intelectuais de São Paulo. Eles criticavam Vargas, o PCB e o populismo. Ambicionavam participar da grande política, mas não tinham voto.

A eles se somaram os derrotados da luta armada, também sem influência popular, e os membros das comunidades eclesiais de base, da Igreja Católica. Estes últimos obtiveram ampla inserção nos movimentos sociais, que surgiram nos anos 70, mas careciam de formação política sólida.

Sustentado por essas três vertentes, Lula foi incensado como líder popular: antipopulista, anticomunista e católico. Em pouco tempo, transformou-se na maior referência do sindicalismo. As greves de 1978-1980, dirigidas de forma atabalhoada, fizeram a transição de líder sindical para dirigente partidário.
Em 1980, foi um dos fundadores do PT e seu primeiro presidente. Outra vez Lula foi usado como referência de ruptura. O PT seria o primeiro partido de trabalhadores do Brasil, apagando a história de mais de 60 anos dos partidos operários.

Anos antes, os mesmos intelectuais haviam transformaram Lula no primeiro sindicalista “autêntico” do ABC, mas a região teve movimentos grevistas desde a década de 20.

Tudo o que falava era considerado original, sábio. Quando exagerava na dose -como numa entrevista, em 1979, em que elogiou a “determinação” de Adolf Hitler-, era perdoado.

Durante 20 anos participou de cinco eleições. Ganhou uma, em 1986, eleito deputado constituinte. Mesmo assim, o mito não foi abalado. Pelo contrário, os intelectuais do partido transformaram as derrotas em vitórias políticas, sempre encontrando alguma razão para os fracassos.

O processo de construção mítica foi ampliado depois da eleição de 2002. Todos os êxitos do governo foram creditados a ele, e as dificuldades e problemas de difícil resolução a curto prazo foram imputados a uma herança maldita dos governos anteriores, especialmente da presidência FHC. Continuou contando com a colaboração entusiástica de intelectuais. Tudo o que falava ou fazia era considerado extraordinário. Era uma espécie de Espinosa de São Bernardo do Campo.

Na crise do mensalão, o encanto não foi quebrado. Tudo teria sido tramado pela imprensa golpista. Mais uma vez, a figura de Lula era o divisor de águas. O caixa dois teria sido colocado de ponta-cabeça. Os destinatários dos recursos não contabilizados seriam o partido e a campanha. Era a corrupção positiva, companheira.

Com a reeleição, o mito chegou ao auge. Ultrapassou as fronteiras nacionais. O ufanismo entrou na ordem do dia. O delírio do presidente que foi ungido em Caetés para libertar o Brasil tomou conta do noticiário. Como nas ditaduras do “socialismo real”, o presidente foi considerado infalível. Se Stálin, pouco antes de morrer, dissertava sobre linguística, Lula passou a explicar até as variações climáticas.

Porém, como o mito foi construído em vida, corre o risco de o próprio Lula ajudar a destruí-lo. Se perder a eleição de 2010, terá de descer do Olimpo. As críticas à sua liderança irão crescer, inclusive dentro do PT.

Há muito deixou de ouvir contestações e negativas dos que o cercam. Os áulicos só dizem sim. O todo-poderoso voltará ao mundo real. O mito vai resistir?


MARCO ANTONIO VILLA, 54, é professor de história da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de “Jango, um Perfil”.

(retirado de http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2009-12-20_2009-12-26.html#2009_12-20_12_40_57-9961110-0)

Dezembro 17, 2009

Collor e marajá resistem 20 anos depois

Collor e marajá resistem 20 anos depois

Barros continua na boa vida e hoje é vizinho do ex-presidente, que em 1989 o tomou como mote de campanha

Vannildo Mendes, BRASÍLIA

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Com uma aposentadoria de cerca de R$ 25 mil mensais, somada à renda do seu escritório de advocacia, cujo valor não revela, o alagoano Luiz Gonzaga Mendes de Barros leva o que se pode chamar de uma vida de marajá nos padrões locais. Ele mora na aprazível praia de Jatiúca, em Maceió, tem fazenda, carro importado, viaja pelo País e o mundo sem embaraços e desfruta de prazeres proibidos para os cidadãos comuns, como, por exemplo, fumar tabaco aromatizado importado em cachimbos cromados e torrar generosas somas em mesas de pôquer.

Barros foi transformado em marajá mais famoso do Brasil na campanha eleitoral de 1989, após ser apontado pelo então candidato Fernando Collor como modelo de servidor público parasita, que ganha muito, trabalha pouco e vive cercado de mordomias. Na época ele recebia o equivalente a R$ 45 mil, mais que o dobro do teto de então. Foi acusado por Collor, que se elegeu com o discurso de caçador de marajás, de fabricar leis em benefício próprio na Assembleia Legislativa, onde era consultor jurídico. Barros teve o salário congelado em um quinto do valor e foi alvo de execração pública no País.

Debochado, ele se deixou fotografar com uma caixa de isopor no dia em que chegava à Assembleia “para receber o salário congelado”, como explicou na ocasião. A imagem correu o País e só reforçou o prestígio do caçador de marajás, que acabou eleito no dia 17 de dezembro de 1989 – exatos 20 anos completados hoje -, em apertada disputa com o petista Luiz Inácio Lula da Silva. O que vem a seguir é de amplo conhecimento: acusado de envolvimento num esquema de corrupção comandado por seu caixa de campanha, Paulo César Farias, o PC, Collor acabou afastado do cargo em meio a um processo de impeachment e amargou anos de ostracismo.

Só recentemente o ex-presidente voltou à cena política, após se eleger, em 2006, senador por Alagoas. Barros teve trajetória inversa: descongelou o salário imediatamente e aos poucos recuperou seu valor integral em todas as instâncias da Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje com 75 anos, deu a volta por cima, tornou-se celebridade requisitada para palestras e entrevistas e agora virou tema de livro. Por ironia do destino, os dois dividem atualmente vizinhança no bairro de Jatiúca, que alguns sugerem mudar o nome para Carandiru. Barros garante que a sugestão não é dele.

IRONIA

O livro A Vez da Caça, produção independente de 306 páginas, descreve o outro lado da trajetória de Barros, um personagem instigante, político astuto e advogado de humor ácido, que durante cinco décadas viveu no epicentro dos principais acontecimentos de Alagoas e do País. Quase no nirvana, hoje ele se dá ao luxo de trabalhar quando quer e para quem quer. “Não dependo de conchavos espúrios para sobreviver”, observa ele, no seu estilo mais característico, a ironia.

Há quem diga, porém, que Barros blefa. Na verdade, ele também perdeu muito com o episódio e não foi só a renda. Boêmio e extravagante, ele costumava desfilar pelas ruas de Maceió pilotando um Camaro de luxo, modelo importado da GM, o qual trocava todos os anos. Na garagem, sempre tinha pelo menos mais dois carrões. Hoje, contenta-se com um Santa Fé, da Hyundai, que custa em torno de R$ 120 mil.

Do glamour do passado, ele conserva o hábito de usar terno de linho branco, sempre impecável e fumar cachimbo aromatizado importado. Também lhe teriam minguado o prestígio político e os ganhos do escritório de advocacia, antes um dos mais procurados do Estado. “Acho que o apogeu já passou e ele leva uma vida confortável, mas sem exageros”, resumiu o autor do livro, o jornalista Joaldo Cavalcante. “Hoje ele é um marajá de calça curta”, resume.

Mas Barros não dá o braço a torcer e assim define o desfecho do embate: “Collor me levou com ele para o palco nacional. Ele saiu daquele jeito, enxovalhado pela mídia como ladrão – aliás, a mesma mídia que o consagrara como salvador da pátria. Eu ganhei a guerra, recebi os atrasados e me aposentei como marajá.”

Com prefácio de Audálio Dantas – escritor, jornalista e ex-deputado, também alagoano -, o livro, lançado em junho apenas em Alagoas, esgotou a primeira edição. O autor procura uma editora que lhe permita expandir a venda a outros Estados, principalmente do Nordeste, onde garante que tem sido grande o interesse de leitores. “Lideramos as vendas em Maceió em agosto e setembro, mesmo disputando com os títulos de autoajuda”, comemorou Cavalcante.

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091217/not_imp483403,0.php)

Novembro 10, 2009

O segundo desfecho do incidente na Uniban

Arquivado em: Cotidiano, Lancezite — sobrancelhas @ 2:57 pm
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A Uniban voltou atrás. Porém, deixou um ambiente impossível para a aluna.

Bom, ela já tem outras opções. A Uniban acho que não.

Não duvido nada que ela não mude de nome em breve, ainda que, parte dos talibans que estudam lá apoiem a decisão de afastar a aluna.

Uniban, você é uma vergonha.

Novembro 7, 2009

O primeiro desfesho do Incidente da Uniban

Arquivado em: Cotidiano, Lancezite — sobrancelhas @ 7:20 pm
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Supreendemente, a Uniban expulsou a menina que quase foi estuprada pelos índios da Uniban, sob o argumento que ela provocou os colegas com atos e vestimentas provocantes.

Bom, sorte da Geisy Arruda. Terá a chance de procurar um lugar melhor para estudar. Afinal, um lugar onde uma pessoa é  quase linchada por usar uma roupa curta e em seguida expulsa é um campo de concentração machista, míope e medíocre e não uma universidade.

A falta de nível cultural de seus alunos é semelhante a da sua direção. Estas faculdades, nascidas no boom da falência do ensino superior público, vendem, a preços baixos, cursos de péssima qualidade a milhões de pessoas que serão devoradas por um mercado que as vêem como profissionais de segunda categoria.

Uma faculdade não deve apenas criar profissionais, mas pessoas, cidadãos, coisas que uma atitude com a da Uniban, mostra que o quanto estamos longe disso.

Uniban, você é uma vergonha. Coitados de seus alunos.

Novembro 5, 2009

Riquelme assina na segunda

Fonte = Blog do Neto (http://blogdoneto.blog.uol.com.br/)

Como antecipei aqui mesmo no meu Blog no dia 31 de julho, o Riquelme está mesmo com um pé dentro do Corinthians. Depois de muita polêmica envolvendo o nome dele, obtive informações de que na próxima segunda-feira o argentino assinará o contrato com o clube do Parque São Jorge.

A verdadeira história é a seguinte: Delcir Sonda, o investidor, era contra fazer o acerto com o jogador só para ele atuar no Timão. Mas o sobrinho dele, Thiago, torcedor corintiano fanático, entrou na jogada e convenceu o tio a fazer a negociação. Tanto é que juntamente com o Rosenberg, o rapaz viaja na próxima segunda-feira à Buenos Aires para assinar com o astro do Boca Juniors. Isso já é certo.

Assim como também são certas as contratações de Iarley do Goiás e do Tcheco do Grêmio. O atacante é um monstro. Excelente reforço. Já o meia do time gaúcho pra mim é bem comunzinho. Por sinal a vinda dele só foi aprovada pela cúpula alvinegra porque o técnico Mano Menezes fez questão. Assim como fez questão do Souza, Bill, Henrique, etc… Quem sabe dessa vez dá certo, né?

Novembro 2, 2009

O Congresso Nacional… da Romênia

Bucareste, Romênia - O Congresso Nacional tem 10 mil funcionários, 54 cozinhas, mil faxineiras, 1,5 mil seguranças e um custo de energia de 9 milhões de reais por ano. Mas esse edifício faraônico não está em Brasília. Trata-se do Palácio do Povo, o maior edifício público civil do planeta. Isso na empobrecida Bucareste e em um cidade com mil crianças de rua em plena União Européia. O Palácio acabou se transformando em um espelho dos absurdos de um regime que perdeu o contato com a realidade ou mesmo com as teorias do socialismo.

O Parlamento romeno foi projetado pelo ex-ditador Nicolae Ceausescu no início da década de 80. Apenas um quinto do projeto inicial acabou sendo realizado. Mas mesmo assim foi suficiente para colocar a obra no livro dos recordes e superar até mesmo as pirâmides do Egito. Apenas o Pentágono, em Washington, é maior. Mas está classificado não como um edifício público civil, mas militar.

No Palácio do Povo, os atos secretos se confundem com sua construção. Em 1983, Nicolae Ceausescu abriu uma licitação pública para que arquitetos apresentassem projetos. A vitoriosa foi uma jovem de 28 anos até então desconhecida no mundo da arquitetura. Ah sim…era a sobrinha da esposa do ditador.

Sua ordem: tudo dentro do palácio teria de ter origem na Romênia. Mas com seu tio obrigando que houvesse telas de seda, a solução foi importar as formigas da China.

Thanks Google Earth

Um quinto da cidade histórica de Bucareste foi destruída para que o palácio fosse erguido, inclusive hospitais, escolas e igrejas medievais. A parte central do edifício abra-se para uma praça e uma grande avenida, também construída pelo ditador. Sua idéia era de que, da janela do prédio, pudesse fazer discursos e ser saudado por milhões de pessoas. Não teve tempo nem ocasião para isso. O primeiro que usou dessa vantagem foi Michael Jackson, em 1992. Milhões o esperavam no local projetado pelo ditador comunista.

Mas uma de suas idéias jamais saiu do papel. Ele queria a construção de um túnel entre o palácio e o aeroporto. Talvez ele estaria vivo se essa parte estivesse pronta.

Em 1989, o país viveu uma revolução sangrenta e o ditador foi executado depois de um dos processos mais rápidos da história. Foi acusado, julgado e executado em um só dia.

Com o ditador fora do caminho, os políticos se depararam com um dilema: o que fazer com o Palácio do Povo, que já estava com 75% de suas obras completadas. Depois de um estudo, concluiu-se que era mais barato terminar o prédio que derrubá-lo. A decisão foi de colocar os novos deputados para usar o prédio. Mas mesmo assim sobrava muito espaço. Passaram a alugar as salas para eventos como casamentos, leilões, cerimônias e outras atividades.

30 mil pessoas trabalharam na construção do Palácio. Muitos eram prisioneiros políticos, obrigados a trabalhar. Dezenas morreram. Mas os relatórios oficiais não citam sequer um acidente nos anos de construção.

Já nos anos de democracia, o governo romeno decidiu compensar os trabalhadores que sobreviveram às obras com um prêmio. Todos aqueles que atuaram nas obras, seja de forma forçada, assalariado ou voluntário, podem hoje se aposentar antes do restante dos trabalhadores.

Mas até hoje ninguém sabe quanto custou a obra. Não há qualquer nota. Há cinco anos, uma consultoria internacional calculou que o Palácio do Povo de Bucareste valeria o equivalente a US$ 22 bilhões em material, gastos com a destruição de monumentos da Idade Média, perda de vidas e salários não pagos. 10% do PIB da Romênia.

Sem poder reduzir o tamanho do prédio, a solução dos reformistas romenos é outra: reduzir o número de ocupantes. Em dezembro, o país vai às urnas para votar se aceita ou não a demissão de 175 deputados. Ou seja, reduzir de 475 para 300 o número total de parlamentares. Brasília sabe disso…

Jamil Chade

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/

Comentário Asséptico, Inodor, Incolor e Inodoro para um Corinthiano

QUEM BRIGA PARA SER CAMPEÃO

Time Chances Jogos que faltam

1.º
Palmeiras
(58 pontos)
35% 8/11 – Fluminense (fora), 14/11 – Sport Recife (casa), 22/11 – Grêmio (fora), 29/11 – Atlético-MG (casa) e 6/12 – Botafogo (fora)

2.º
São Paulo
(58 pontos)
36% 4/11 – Grêmio (fora), 14/11 – Vitória (casa), 22/11 – Botafogo (fora), 29/11 – Goiás (fora) e 6/12 – Sport Recife (casa)

3.º
Atlético-MG
(56 pontos)
22% 8/11 – Flamengo (casa), 15/11 – Coritiba, 22/11 – Internacional (casa), 29/11 – Palmeiras (fora) e 6/12 – Corinthians (casa)

4.º
Flamengo
(54 pontos)
5% 8/11 – Atlético-MG (fora), 15/11 – Náutico (fora), 22/11 – Goiás (casa), 29/11 – Corinthians (fora) e 6/12 – Grêmio (casa)

5.º
Internacional
(54 pontos)
1% 7/11 – Barueri (fora), 15/11 – Santos (casa), 22/11 – Atlético-MG (casa), 29/11 – Sport Recife (fora) e 6/12 – Santo André (casa)

6.º
Cruzeiro
(51 pontos)
1% 8/11 – Sport Recife (fora), 14/11 – Grêmio (casa), 22/11 – Atlético-PR (fora), 29/11 – Coritiba (casa) e 6/12 – Santos (fora)

 

QUEM BRIGA PARA NÃO SER REBAIXADO

Time Chances Jogos que faltam

20.º
Sport
(30 pontos)
99% 8/11 – Cruzeiro (casa), 11/11 – Palmeiras (fora), 21/11 – Fluminense (casa), 29/11 – Internacional (casa) e 6/12 – São Paulo (fora)

19.º
Fluminense
(33 pontos)
89% 8/11 – Palmeiras (casa), 15/11 – Atlético-PR (casa), 21/11 – Sport Recife (fora) 29/11 – Vitória (casa), 6/12 – Coritiba (fora)

18.º
Náutico
(35 pontos)
83% 7/11 – Santos (fora), 15/11 – Flamengo (casa), 21/11 – Corinthians (fora), 29/11 – Santo André (fora) e 6/12 – Avaí (casa)

17.º
Santo André
(35 pontos)
78% 8/11 – Corinthians (fora), 15/11 – Goiás (fora), 21/11 – Avaí (casa), 29/11 – Náutico (casa) e 6/12 – Internacional (fora)

16.º
Botafogo
(38 pontos)
34% 8/11 – Coritiba (casa), 14/11 – Barueri (fora), 21/11 – São Paulo (casa), 29/11 – Atlético-PR (fora) e 6/12 – Palmeiras (casa)

15.º
Atlético-PR
(40 pontos)
9% 7/11 – Goiás (casa), 15/11 – Fluminense (fora), 21/11 – Cruzeiro (casa), 29/11 – Botafogo (fora) e 6/12 – Barueri (fora)

14.º
Coritiba
(41 pontos)
6% 8/11 – Botafogo (fora), 15/11 – Atlético-MG (casa), 21/11 – Santos (fora), 29/11 – Cruzeiro (fora) e 6/12 – Fluminense (casa)

13.º
Santos
(42 pontos)
2% 7/11 – Náutico (casa), 15/11 – Internacional (fora), 21/11 – Coritiba (casa), 29/11 – Avaí (fora) e 6/12 – Cruzeiro (casa)

Novembro 1, 2009

Lembranças de um cigarro… (para meu amigo João e seu ex-Marlboro)

Após o post do Incidente na Uniban, pus-me a lembrar de algumas coisas da minha época de faculdade.

Uma das coisas mais loucas que lembro era o fato de, nos primeiros anos, ser permitido fumar… na sala de aula! Algo tão improvável nos dias de hoje, era comum na FEI.

Tenho 34 anos. Entrei na FEI com 17 anos, ou seja, com metade da idade que tenho hoje. Isso quer dizer que em metade da minha vida (mais um pouco, pois a proibição de fumar veio acho que uns 2 anos depois), o cigarro era algo tão comum como ter um e-mail.

No primeiro ano os fumantes “moravam” no canto direito da sala longe das janelas, contrariando qualquer fator de lógica de dispersão do ar. E lá eram felizes. Que coisa! Os professores fumavam também. Qual feiano não se lembra da Mineko (que alias morreu em decorrência no hábito de fumar). Do viadinho que dava aula de “Computação” que também fumava bem (desconheço seu paradeiro).

Pois é… Depois veio a proibição de fumar nas salas de aula, nos corredores, dentro dos prédios, nos espaço entre os prédios, e por fim em toda a faculdade.

No refeitório da FEI vendia-se cerveja e cigarro. Podia-se beber e fumar a vontade dentro do chamado “McFEI”, zona livre de controle dos padres… É… Um veneno para o corpo, mas uma benção para a alma. Éramos bem felizes e botequeiros.

Mas, a cultura do politicamente correto instalou-se e findaram-se todos estes prazeres mundanos. No meu ultimo ano, ainda existiam os bares da Orestes Romano, uma dezena deles, onde se podia tudo. Pois é, em 2000 a FEI murou a rua e trouxe para dentro do novo e careta McFEI celebridades como o Seu Augusto, grande figura dono de um boteco que vendia uma comida e uns salgados que me espanto de ter comido por 8 anos (e de estar vivo), mas onde tive uma conta por todo o tempo de Faculdade, a despeito da minha falta de controle sobre ela (e do seu augusto, também).

Celular não existia, usávamos o telefone público do seu augusto com fichas… Quando a Internet chegou, apinhávamos em frente ao CCI (Centro de Computação Integrada) para usá-la no Netscape por meia hora, ou no começo da madrugada à vontade.

Não existiam catracas, problemas, doenças provindas do hábito de fumar, nem juízo.

Alternávamos entre o calor insuportável e a neblina que entrava pelas salas de aula e fazendo com que não enxergássemos o fumante do lado. Se quiséssemos comer bolachas melhorzinhas tínhamos que comprá-las na Associação dos Funcionários da FEI.

A limpeza não era terceirizada, nem a portaria. Éramos amigos dos funcionários da FEI. Os galpões eram os quintais de casa, os laboratórios eram grandes máquinas que testávamos ao limite, para desespero dos instrutores… (é maquifru, garoto!!!).

São muitas lembranças… boas lembranças… foi bom ficar saudoso e lembrar desses anos.

De um tempo onde fumar era como falar ao celular. Podíamos, às vezes, ser inconvenientes, mas nunca transgressores, ou coisa assim.

E, João, você tem alguns anos a mais. Se um mundo assim (como por exemplo, usar cinto de segurança tornou-se obrigatório quando tinha 13,14 anos…), você viveu mais dentro deste contexto.

As carteiras de Marlboro que mantém de backup não são sua culpa. São de um mundo que não existe mais. Acho que isto não justifica, mas explica.

Afinal, ao que me lembre, pegando o exemplo do cinto de segurança, quando morria alguém de acidente de carro, ninguém dizia: “Também, nunca usou cinto de segurança a vida toda!”

Outubro 31, 2009

O incidente da Uniban

A história da menina da Uniban que foi agredida por uma horda de bárbaros me lembrou algumas histórias em minha faculdade, a FEI, também no ABC.

Reduto masculino durante muito tempo (os banheiros femininos, eram, por exemplo, uma recente novidade), vi algumas atrocidades acontecerem por lá. A primeira que veio a mente era de uma loirinha, alias bem da ajeitadinha, mas que insistia em ir com pouquíssima roupa para a faculdade.

Conhecida no meio, era só alvo de olhares e comentários maldosos, até que um dia, no frio congelante de São Bernardo, a dita cuja, me aparece vestida de tenista com uma saia que mal cobria sua bela bundinha.

Pronto, foi o suficiente para a incitar algo parecido com o que aconteceu na Uniban. Mas tudo aconteceu na rua dos bares ao lado da FEI, onde penduradas nas varandas centenas de pessoas gritavam e assobiavam em direção da menina.

Não me lembro de ter havido alguma tentativa de agressão física, mas houve durante alguns minutos o disparo de vários xingamentos.

Eu, para ser exato, nesta hora, estava, estranhamente, na sala de aula, mas lembro de ver a menina já chamando a atenção lá pela 7h da manhã na rua. Lá pelas 11h, a faculdade já estava suficientemente acordada para reagir. Dizia-se que aquela menina tomava pinga de manhã, bebia, fumava, enfim, era uma transgressora e intimidadora por suas atitudes. Talvez fosse isso que mais assustasse a FEI e seus machos.

Os comentários eram que como era possível e porque alguém entraria em um lugar com 9.000 homens vestida daquele jeito e naquele frio. Seja lá o que estivesse passando na sua cabeça, a tal menina nunca mais voltou à FEI, e perdemos a chance de uma vista melhor do que aquele bando de homens.

Lembro-me também de outro evento do “bicho ninja”. Algum estúpido inventou que um dos calouros que não queria levar trote teria dito que era ninja, ou inventaram, pelo fato deles ser japonês. Pronto. Este teve que sair da FEI escoltado e nunca mais voltou. Centenas de imbecis o cercaram querendo o que? Bater? Assustar? Subverter a rígida ordem do quartel da FEI? Sei lá. Mas lembro do um grupinho de 3 ou 4 alunos, riquinhos e cretinos, que não passaram do segundo ano de engenharia na liderança do confronto, apoiados por uma massa que queria gerar uma história para contar depois nos bares.

E por fim, outro caso era de um cara que tinha cabelo comprido, e que não quis que o mesmo fosse cortado. Esse foi perseguido dentro da faculdade e fora dela, e chegou a ser acuado em um bar chegando até a ser agredido fisicamente. Lembro que em determinada hora até o carro dele foi agredido. Lembro perfeitamente do líder daquele grupinho, abrindo a caixa de motor do fusca e dando chutes nas partes internas.

Acho que na FEI, o que existia em comum nestes casos, era o fato de serem pessoas diferentes da média medíocre, a qual me incluía. Pessoas diferentes precisavam se igualar aos outros. Ninguém, com exceção dos expoentes dos iguais, poderiam ser notados.

Pobres de espírito. Hoje me acho um imbecil só te de assistido essas cenas e por algum momento ter achado engraçado, divertido ou coisa parecida. Não me lembro de ninguém que tenha conseguido não ter o cabelo raspado, não ter se submetido a algum tipo de trote ou ter vivido na FEI com um estilo completamente diferente do outros.

Tínhamos que ser iguais, além do fato de termos certeza que aos 18 anos éramos o máximo! Estudávamos numa das faculdades mais difíceis e militarizadas do país, com cursos altamente complexos, longe de casa, como os nossos carros e vivendo a experiência da liberdade de tomar cerveja às 8h da manhã.

Talvez, hoje, isso tenha sido importante para o nosso acrescimento. Ou não. Mas mostra como o diferente e o não alinhado sofre e como um bando de moleques bobos, podem se tornar, de uma hora para outra extremamente agressivos.

À moça da Uniban, a tenista da FEI, ao bicho ninja e ao cabeludo, se servir de consolo, a grande parte das pessoas que incitaram tudo isto, pelo menos na FEI, não completaram nem o ciclo básico. Foram para faculdades de 2º e 3º linhas.

E eu? Eu fiquei mais alguns bons anos lá. Aprendi a conviver com o sistema, burlá-lo quando necessário, amá-lo e odiá-lo. Sobrevivendo, sempre igual aos meus iguais.

Faculdade de Engenharia Indutrial - FEI

Outubro 29, 2009

Internet faz 40 anos

Arquivado em: Cotidiano, Internet & Informática, Lancezite — sobrancelhas @ 7:19 pm
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A primeira mensagem eviada, em 29 de outubro de 1969, foi entre computadores de um laboratório na Califórnia. O texto: “Lo”. Na verdade, era para ser “Login”, mas a conexão caiu e demorou mais de uma hora para voltar. Pouco mais de um mês depois, era estabelecida a primeira rede estável entre quatro computadores. Nos próximos dois anos o número não parou de crescer. Satélites foram lançados e a conexão chegou à Europa.

Registro oficial da primeira mensagem transmitida pela ARPANET, que aconteceu às 22h30 do dia 29 de outubro de 1969

Em 1973 75% do tráfego de dados era de e-mails, e no mesmo ano foi implementado o FTP, protocolo que permitia transferir arquivos. Apenas na década seguinte, com a adoção do protocolo TCP/IP, criado por Vinton Cerf, que a rede ganharia o nome de internet. Ted Nelson, em seguida, começaria a desenvolver o conceito de hipertexto, basicamente os links entre sites. Tim Berners-Lee pescou a ideia e resolveu organizar os “links” no que chamou de World Wide Web, ou o WWW. Em 1993 surgia o primeiro programa para navegar visualmente na WWW, o Mosaic, predecessor do Netscape. O resto, você já sabe.

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